Paradigma: o Bê-a-bá

A  frase  ” é científico”  implica obediência às  duas cláusulas de barreira da cientificidade: a)  obediência paradigmática; b) replicabilidade das respectivas teorias e práxis.

ANÁLISE PARADIGMÁTICA: cadeira que estuda os mecanismos paradigmáticos.

PARADIGMAconjunto de axiomas que confederem ou indeferem o apriori científico da 1a  cláusula de barreira , em dado ramo do conhecimento naquele momento histórico.

AXIOMAS regras e crenças fortíssimas, são princípios aceitos como verdadeiros e não suscetíveis de discussão.

TEORIAS:  descrições perceptivas dos fenômenos, sempre vinculadas ao paradigma. Seu valor exige acareação e replicabilidade.

PRÁXIS:  normas procedurais  vinculadas  à TEORIA objetivando modificar o fenômeno, cuja  validação depende da  eficácia da modificabilidade prevista pela teoria.

IMPORTANTEsem o apoio  permanente, mas não eterno, dos axiomas que sustentam o paradigma, a replicabilidade e o sucesso científico das teorias e práxis não têm êxito.

RESUMOaxiomas e paradigma estão fora da exigência de replicabilidade, mas teorias e práxis só sobrevivem quando  replicadas no teste da acareação empírica.

Observe as três colunas: a da esquerda indica as ferramentas básicas da produção científica: Paradigma, teoria, práxis.

A do meio indica a visão e respectivas posturas teóricas e práticas de profissionais vinculados ao PPP – Paradigma do Passivismo Psíquico, observando um fenômeno qualquer, por exemplo, o fenômeno de um sujeito brigando com um inimigo invisível.A da direita mostra visão e posturas de militantes do Paradigma da Noergologia, perante o mesmo fenômeno. O comparativo ilustra o alerta de Khun: “só revoluções de paradigma produzem revoluções científicas”. CURSO DE ANÁLISE PARADIGMÁTICA  Se você ainda não fez, faça. O curso de Pós-Graduação em Noergologia tem como cadeira básica exatamente essa matéria. Se você não tem disponibilidade para freqüentar  nosso curso de pós,  há um curso básico de PARADIGMA, em CD-ROM, que você pode solicitar  para noergologia@noergologia.com.br

O domínio  dos mecanismos paradigmáticos, é pré-condição para a compreensão  de qualquer paradigma emergente e para o correto procedimento científico em qualquer paradigma. Por isso, no curso de pós graduação em Noergologia a cadeira fundamental é a de Análise Paradigmática, habilitando o aluno a realizar o MAPEAMENTO DOS AXIOMAS de paradigma emergente em qualquer área do conhecimento. 

Verdade é que todo e qualquer paradigma emergente é o resultado  pressões culturais dinâmicas. Por outro lado, os pioneiros do paradigma emergente constroem teorias e práxis à luz do paradigma emergente mediante uma desconstrução histórica. Surge um aparente paradoxo para o olhar superficial da questão: é correto que o paradigma emergente nasceu do mapeamento dos axiomas implícitos no dinamismo transcultural.Por outro lado, as novas teorias e práxis não mais se baseiam no paradigma precendente, que agora é obstáculo ao progresso científico.

Iisso explica a denúncia tão mal compreendida de Khun de que os militantes de um paradigma na fase paralisante obstruem o progresso  ao invés de estimulá-lo. Basta ver a história: foram sempre os DOUTORES em geocentrismo que condenaram Bruno, em teoria demogênica das varíola que condenaram o descobridor do Pox vírus, etc. É importante salientar que as teorias do paradigma antecedente constituem um obstáculo e não mais um sustentáculo referencial.  Ou seja, o conhecimento prévio alavanca o conhecimento posterior apenas na fase paradigmática estimulante e na primeira metade da fase paradigmática paralisante.

 A partir da segunda metade do ciclo paradigmático paralisante e sobretudo na fase estimulante do próximo paradigma emergente o novo conhecimento não mais se ancora no conhecimento precedente, pelo contrário descarta-o por incompatibilidade PARADIGMÁTICA.

A figura ilustra: 1) comparativo axiomático entre paradigma e constituição; 2) A hierarquia da produção científicaNum país qualquer lei para ser válida deve obediência à constituição, cujas cláusulas pétreas (axiomas) tem que ser respeitadas e não modificadas.

Na ciência, qualquer teoria ou práxis para ser válida exige: a) obediência às cláusulas pétreas (axiomas; e b) replicabilidade.

A fase estimulante do paradigma

emergente propicia estimulante progresso científico naquela área do conhecimento.

Tal onda de progresso resulta do  “olhar seletivo”: 

basta olhar o mundo com os novos óculos axiomáticos para conseguir enxergar e desfrutar  de descobertas já feitas e que estavam ou no ostracismo ou deturpadas pelo olho do furacão do paradigma anterior.

A figura mostra a hierarquia da produção científica. O paradigma (P)estabelece o apriori científico, o ponto de partida e o ponto de chegada. Qualquer (P) emergente (PE) – como  Noergologia – modifica os critérios fundamentais do estatuto da cientificidade naquele ramo do conhecimento. Ao modificar as perguntas básicas, o (PE) muda todo o foco temático das pesquisas: a) fazendo-nos enxergar o que não era visto; b)  valorizando o que era desprezado. Disso resulta o que foi  descrito por Khun: “descobertas científicas só produzem revoluções na FASE PARADIGMÁTICA ESTIMULANTE (FPE)”.

Ultrapassado o meridiano da FASE PARALISANTE, descobertas deixam de produzir REVOLUÇÃO para provocarem  irritação e  deformação pelos mecanismos paradigmáticos CAMALEÃO, TAPETÃO E OLHO DO FURACÃO.

Revoluções de paradigma sempre ocorrem após a FPP, fase em que não existem descobertas capazes de provocar revoluções paradigmáticas, apenas a troca do paradigma pode  reiniciar o ciclo de progresso.

Revoluções de paradigma  começam com pequena elite, nunca com  multidões,  porque elas são antes de tudo  uma revolução interior na maneira de perceber o mundo. No início apenas  pequena elite evoluiu o suficiente para conseguir reaprender a ver o mundo,  como no exemplo:  Pensamento não é inconsciente, é criador!

 

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